Pela minha experiência, a escolha do tema está entre as mais difíceis decisões de quem constrói um projeto de monografia. Quando você começa a pensar sobre o que fazer, antes de definir exatamente o “objeto empírico”, está em busca de um tema, que é este campo mais amplo onde se inscrevem os seus interesses. Não esqueça que você vai passar meses agarrado a este tema – portanto ele, no mínimo, não pode ser chato.

Entram em jogo, no entanto, as limitações institucionais. Você terá que ser orientado na produção da monografia. São poucos os professores, e alguns deles já têm orientandos na agenda. Além disso, nenhum professor vai se arriscar a orientar uma monografia que fuja completamente ao seu campo básico de conhecimento, o que estaria no limite da irresponsabilidade. Portanto, você vai ter que conjugar o seu interesse com a capacidade de orientação dos professores disponíveis. Talvez tenha que fazer, neste processo, algumas concessões: ou em relação ao objeto, ou teóricas, ou mesmo metodológicas.

É bom lembrar que o Departamento de Comunicação permite que você busque um orientador em outro Departamento da UFRGS ou alguém que tenha título de mestre e seja cadastrado como orientador – o que aumentam as possibilidades de orientação. Você também pode ser co-orientado por alunos de Doutorado do PPGCOM (Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação), com a supervisão dos orientadores destes doutorandos.

De qualquer modo, ao iniciar a elaboração do tema, já avalie as possibilidades de orientação. É uma economia de esforços que pode evitar uma série de desgastes.